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Friday, September 15, 2006

“O velho que lia romances de amor” de Luís Sepúlveda (ASA)


O mais conhecido best-seller deste autor chileno Luis Sepúlveda, O velho que lia romances de amor, é dedicado a Chico Mendes, morto numa emboscada por defender a floresta e os direitos das tribos amazónicas.

A grande floresta amazónica, um dos locais do mundo onde sobrevivem espécies raríssimas de fauna e flora é o verdadeiro protagonista do romance, cuja mensagem é transmitida pelos olhos de António José Bolívar, o velho eremita que vive na floresta e que lê romances de amor. Esta personagem, aparentemente excêntrica, funde-se com a vida na floresta, vive em perfeita si
mbiose com os seus habitantes, humanos, animais e vegetais.

A história da vida de António José Bolívar, inspirada, ao que tudo indica, em Chico Mendes, tenta incutir os valores que preconizam o respeito pela natureza e pelas tribos índias, no coração da selva, através de um romance sobre “o desconhecido mundo verde” como meio de sensibilização da opinião pública.

Para António José Bolívar, a solidão na floresta é compensada pela companhia das novelas de amor, que lhe permitem resgatar o passado e mostrar-lhe as outras dimensões da paixão, estimulando a imaginação e ao mesmo tempo desencadear uma discussão literária no meio da selva pelos homens rudes – colonos e garimpeiros – a quem o velho lê as suas novelas de amor, para os distrair nas horas de tédio e solidão.

Personagens

Desde o médico dentista , anárquico convicto, com o sugestivo nome de Rubicundo Loachimín, cujos métodos primitivos de tratar dentes não conseguem afugentar-lhe a clientela por falta de alternativa, todas as personagens têm algo que nos parece exótico e excêntrico aos nossos olhos. Na realidade, numa aldeia como El Idilio as coisas não podiam passar-se de outra forma.

Por exemplo, o Doutor Loachimín, passa a vida a vituperar o governo e as instituições para distrair os doentes dos movimentos das suas terríveis pinças, insultando-os quando mostram falta de coragem para enfrentar as suas tenazes sem anestesia. El Idílio é uma terra de tal forma isolada que apenas uma pequeníssima e precária embarcação fluvial assegura o transporte de víveres, medicamentos e pessoas assim como a comunicação com o exterior. El Idílio é tão isolada como a Macondo de Gabriel Garcia Marquez.

O vilão do romance é o administrador da circunscrição, funcionário público venal, perito na arte da extorsão, gordo e sempre suado – característica que lhe valeu a alcunha de Babosa – prepotente com os fracos, untuoso e subserviente com os poderosos e endinheirados.

O romance trata, ainda, do conflito entre as tribos índias e o homem branco – o drama da aculturação. Dentre as tribos índias destacam-se duas castas diferentes: a dos jíbaros, semi-aculturados e dependentes do álcool, marginalizados pelos xuar; os xuar, o povo da floresta que mantém as suas tradições, isolado na selva.

Trama

Quando surge o cadáver de um estrangeiro – gringo - no mato, Babosa tenta incriminar os xuar que atrapalham as suas actividades pouco lícitas e prepotentes ligadas à extorsão e ao trafico ilegal de espécies exóticas. Por outro lado, ao representar o poder local não resiste a manipular as eleições usando um método ancestral: o suborno.

É, no entanto, desmentido pelo sábio da floresta, António José Bolívar – o velho que lê romances de amor. É detentor de um conhecimento profundo da fauna, da flora, dos hábitos e tradições das tribos locais, assim como do comportamento animal – um saber empírico adquirido ao longo de muitos anos de observação da vida na selva.
Bolívar aprende a conviver com os xuar, torna-se quase num deles e aprende os seus conhecimentos de medicina, rituais religiosos e de caça, a forma de sobreviver na floresta tropical e o amor entre os xuar, onde se verifica a ausência de sentimentos de posse ou ciúme. Além de tudo isso, o velho romântico, goza de uma liberdade e independência absolutas, sem delas ter propriamente consciência.

Os inimigos dos xuar e da floresta são, sobretudo, os colonos e os garimpeiros que perturbam, também a paz de Bolívar: “…os colonos devastavam a floresta construindo a obra-prima do homem civilizado: o deserto.”

O homem branco vê, em contrapartida, como inimigo os seres da floresta: a onça, a jibóia, ou a tribo dos endiabrados micos – pequenos macacos que vivem no alto das árvores. Muito observadores e curiosos, estes primatas atacam em massa os turistas de máquina fotográfica, despojando-os de todo o tipo de objectos que lhes chamem a atenção ou que lhes desperte a curiosidade.

O velho que lê romances de amor

António José Bolívar é um homem idoso, de idade indeterminada, que gosta de poupar a dentadura postiça para a não desgastar, colocando-a apenas para comer ou falar – tal como alguém com a vista cansada faz com os óculos que usa só para ler.

Os livros aparecem a José Bolívar como a vingança ou o bálsamo contra a opressão do meio – um “inferno verde que lhe arrebatara o amor e os sonhos”.

É graças aos livros que ele descobre a beleza da linguagem, o sucedâneo de um amor perdido de uma bela morena que, segundo a descrição do retrato, muito se assemelha a Frida Kahlo.

Ler era para o velho que passa quarenta anos da sua vida na floresta, a possibilidade de regressar ao mundo que abandonou, cristalizado num passado longínquo.
António José Bolívar é ajudado pela professora da escola local, que lhe recomenda as obras e lhe faz as encomendas em troca da ajuda nas tarefas domésticas e na construção de um herbário.
Bolívar demonstra uma curiosidade inicial pela geometria e um desprezo pelos compêndios de história por considerá-los repletos de pedantismo, mas a sua paixão é a literatura, sobretudo os livros que falam de amor.

A dada altura, lê tanto que começa a tornar-se crítico literário e a presidir a debates e tertúlias no meio da selva, junto dos garimpeiros e traficantes de espécies exóticas.

António José Bolívar consegue tal façanha por dedicar escassas horas do dia ao sono e à sobrevivência e o resto do tempo livre aos romances, à semelhança dos intelectuais que frequentam os cafés de Paris, como Sartre, ou um escritor metódico e profissional como Gabriel Garcia Marquez – apesar da sua escassíssima instrução, Bolívar é um autodidacta. Um dos mais divertidos episódios da obra é aquele em que se gera uma acalorada discussão face à dificuldade em imaginar Veneza como uma cidade construída sobre as águas, que quase acaba numa rixa.

O estilo

A prosa de Sepúlveda é descritiva e, ao mesmo tempo, tão sensorial que parece que entramos pela selva dentro, juntamente com as personagens, fazendo lembrar as descrições de Herman Melville em Taipi ou Kipling em O Livro da Selva. Sobretudo na cena do ataque dos micos, que lembra os macacos no templo na obra do célebre escritor britânico.
Em O velho que lia romances de amor o leitor quase que pode sentir, o calor húmido e opressivo da atmosfera das florestas das chuvas, cuja humidade se cola à pele, o desconforto dos pés a enterrarem-se na lama, a violência do caudal do aguaceiro na floresta tropical, o canto dos pássaros, os guinchos dos micos, o sabor exótico dos frutos da floresta.
Ou visualizar o andar elástico da dos felinos, ouvir o miar irado da onça…ou ainda, imaginar o voo cortante dos galos das rochas, debaixo do peso da cortina de chuva dos trópicos, a neve a repousar na borda do vulcão andino, o peso das nuvens grávidas de chuva…

O oposto do velho que lê romances ou novelas de amor é dado por Babosa que representa a boçalidade do homem branco que ao desconhecer totalmente o ambiente da floresta, comete toda a casta de imprudências e gaffes de maneira a fazer a floresta voltar-se contra si próprio revelando uma total incapacidade de adaptação.
A arrogância de Babosa impede-o de aceitar as recomendações de Bolívar. Este finge aceitar o desafio de Babosa indo sozinho atrás da onça assassina.

A precisão, a minúcia e o detalhe com que Bolívar estuda o comportamento do animal até ao movimento mais elementar descodificando-lhe as atenções é uma das cenas mais empolgantes da obra.

O final é de uma dilacerante beleza, onde não há vencedores nem vencidos no confronto entre o homem dito civilizado e a selva.

Um livro de denúncia e de protesto acerca de um homem que só nos romances de amor encontra o refúgio face à barbárie humana.

Único e irresistível.

Para ler de um só fôlego.

Cláudia de Sousa Dias

51 Comments:

Blogger sleep well said...

é delicioso. a ler e reler!

e tu tb, continuas a deliciar-nos por aqui :)

bjo

2:55 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Minha querida Sleep Well, a primeiríssima a chegar! um grande beijinho!

CSd

4:08 PM  
Blogger Janelas da Alma said...

Olá Cláudia,

Excelente escolha!...

Em resposta à tua pergunta, a localização das fotografias é no Nordeste da Província de Ontário, no Canadá.

Beijos na alma,

Nuno Osvaldo

8:23 PM  
Blogger Åñäii§ said...

Olá Cláudia...

Demorei mas aqui estou a responder-te:

- Não, não fui eu que traduzi aquele trecho de "Uma Espia na Casa do Amor", Acontece que procurei e consegui encontrar este livro na Fnac do Colombo, é uma edição de 1992 em português (Editora Vega), já tinha andado pelas Bertrands, mas nunca consegui encontrar...mas finalmente encontrei ;)

- Encontrei também "Henry e June"...a história que já deu um filme, este livro é parte do Diário da Anais!

Um beijo para ti, e obrigada pelas tuas visitas...Boas compras na feira do Livro

11:03 PM  
Anonymous Alfredo said...

Sepúlveda é Wtop of the tops".

Fantástica escolha.

Apetece-me reler.

Gostei muito do "Mundo do fim do mundo" e do contributo do Sepulveda nos "Contos Apátridas".

"Os Piores Contos dos Irmãos Grim" não sendo uma pérola são um bom momento de leitura descontraída...

Alfredo

1:50 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Olá Alfredo! tenho mais alguns dele na estante para ler, embora vá alternar com mais alguns como Gabo, Umbral,Eco, Rushdie,entre outros...

beijinhos e obrigada pela tua presença!

CSD

3:48 PM  
Blogger Janelas da Alma said...

Apenas passei para te desejar uma boa semana e agradecer a tua visita!

Beijos na Alma,

Nuno Osvaldo

4:16 PM  
Blogger Nilson Barcelli said...

Já tinha lido qualquer coisa acerca deste livro numa revista qualquer.
Mas este teu trabalho é muito superior ao que li na altura.
Continuo a dizer, o que aqui fazes é totalmente profissional (e bom, mesmo para esse nível).
Pergunto: não andarás a perder tempo com o teu blog?
Um beijo.

4:26 PM  
Blogger jp said...

esTe é um dos meus favoritos!!
:-)

5:24 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Olá Nilson! Não sei se ando a perder tempo...Mas sei que corro por gosto.

Mas não posso obrigar as empresas a contratar-me...

Obrigada pelo reconhecimento. Um grande beijinho


CSD

1:04 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Jp, já tinha saudades tuas!

Mtos beijinhos. dentro de alguns minutos já vou ter contigo ao fa de conta!


CSD

1:06 PM  
Blogger -pirata-vermelho- said...

O Chico Mendes foi noticiado precedendo a rapariga portuguesa que lá mataram recentemente por andar a meter o nariz onde há muito quem não goste.
Há outros! A gente é que não sabe...

É o pugrésso.

4:07 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Caro Pirata Vermelho! isso tambémtemos aqui caso nos dê por exemplo para investigar aquilo um dos espinhos mais purulentos da Europa: as organizações criminosas, os lobbies e a corrupção ao nível das mais altas esferas que actua dentro dos limites da lei ou que a olda a seu bel-prazer. Veja-se o caso de itália...

CSD

7:22 PM  
Anonymous atsocljoluap said...

Fantástica a referência ao Sepúlveda agora que eu tenho uma missão na Patagónia Chilena! Realmente, como diria a outra, Não há Coincidências!!!

12:00 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada caríssimo anónimo!

Quase que posso jurar que decifrei o seu anagrama!

Boa sorte para a missão no Chile!

atrás deste Sepúlveda viãoo mais alguns!
bjs

7:06 PM  
Blogger Claudia said...

Por coincidência,(como sucede quase sempre nestes meios!)vim aqui ter!

Confesso que gosto da escrita de Sepúlveda. Acima de tudo penso que ele é um contador de contos inigualável!

Deixo a minha sugestão da obra dele: "O gato que ensinou a gaivota a voar". É deveras delicioso. Não faço mais considerações, para não estragar a surpresa se alguém tiver a pretensão de o ler.

Beijo

7:54 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Cláudia obrigada pela tua visita e pelas tuas palavras!

Esse conto de Sepúlveda ainda não comprei, mas tenho mais quatro livrinhos dele na prateleira que vou intercalar com outros autores.

No entante vou seguir a tua sugestão. Não prometo é que seja para já...

Um beijo

CSD

1:48 PM  
Anonymous Anonymous said...

boa escolha... vou lÊ-lo ... e n vei faltar mto, gstei do teu comenta´rio sobre a obra

10:16 PM  
Anonymous Anonymous said...

kanldfçsf

10:16 PM  
Anonymous Tiago said...

Estava a pesquisar sobre este que já o li, e gostei muito dele, apesar de nao concordar muito com o título " O Velho que lia romances de amor" porque no fundo o livro nao se baseia nisso, o livro baseia-se mais na aventura que António Bolívar faz em busca da onça.

Um abraço

10:18 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Também é verdade. Mas o romantismo do velho eremita está directamente ligado ao tema principal!

Obrigada pela tua visita!

CSd

11:25 AM  
Blogger monge e eremita said...

olá Claudia,
não me perguntes como vim parar ao teu blog, simplesmente deu-me imenso prazer e se reparares há algumas afinidades. Finalmente percebi alguém que se diz bibliómano e se quiseres dar uma vista de olhos à "mesinha cabeceira" aparece:
http://avidaeumlugarestranho.blogspot.com

bom trabalho, kiss monge

3:47 AM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Claro, e obrigada pela visita!

Serás sempre bem-vindo!

CSD

6:26 PM  
Blogger monge e eremita said...

Olá Cláudia
de Sepúlveda só ,ainda, li Diário de Killer Sentimental e curiosamente, este título que apresentas em destaque, já o ofereci.
Certamente que o porei na mesinha de cabeceira.
Continuação de bom trabalho.
Até breve,
monge

10:19 PM  
Blogger monge e eremita said...

olá
já que pedes para sugerir um livro, toma lá um nome: "A Natureza da Felicidade" Desmond Morris
boas leituras

monge

3:34 AM  
Blogger Kassinha said...

Oi, Claudia
Meu nome é Cássia e também sou maníaca por livros, e tenho sorte de trabalhar em uma distribuidora de livros.
Segue abaixo alguns dos títulos que amei ler.
- Caçador de Pipas - Kaled Hoseini
- Col.Ramses - Christian Jacq

Bjus.

Kássinha

5:27 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

O Ramses está na minha~lista de compras, Cássia!

Não tenho dúvidas de que vou acabar por lê-lo!
Beijo


csd

12:51 PM  
Blogger Viviane Monteiro said...

Oi Cláudia!
Achei o seu blog ao procurar algum comentário sobre este livro. Eu o li para cumprir uma "tarefa" do curso de francês e, para confirmar o meu entendimento sobre a obra, encontrei, entre outros, a suas palavras... Gostei muito do livro e fiquei incentivada a ler mais sobre este autor. Valeu!
Um grande abraço!
Vivi.

6:19 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada pelas palavras, VIvi.

Beijo grande


CSD

5:46 PM  
Anonymous martinhaa said...

gostei mtoo dest blog =D

ajudou-me mtoo num trabalhinho para a escola =D

parabéns pelo trabalho dedicado a esta página xD

7:08 PM  
Anonymous Anonymous said...

podem traduzir livro o velho k lia romaces de amor???
espero pela tua resposta
bjs..ate logo

10:25 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Desculpa lá, anónimo, mas não percebi.

Traduzir como?

Para português já existe a tradução. Está á venda em todas as livrarias.

Não vou traduzir para castelhano. Se for isso que pretendes tens a versão original de sepúlveda. Podes não encontrar nas livrarias mas encontras de certeza na net. E se não encontrares o texto on-line terás de encomendar via net, visitando sites espanhois. por exemplo.


CSD

11:36 AM  
Anonymous Xico said...

Não sou uma pessoa que goste muito de ler mas confesso que fiqui deliciado com esta escrita e acabei por ler o livro que também adorei.

Beijinhos,

Xico

8:07 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Que bom! ainda bem que consegui despertar-te o interesse para a leitura!

Sepúlveda é mesmo um bom começo.

:-)


CSD

8:34 PM  
Anonymous Anonymous said...

ola:Dfiquei sem palavras ao ver este blog e de certa forma maravilhada.esta fantástico.a minha professora de português propos.me uma lista de livros na aula e este suscitou-me algum interesse não muito mas o necessario para o escolher contudo depois do resumo neste blog nao tenho duvida alguma de que deve ser interessantissimo.tambem adoro ler gostava imenso de poder falar consigo nao me pode dar o seu email por favor ou entao darlhe eu o meu e adicionar-me senao fosse um grande incomodo.acredite que ia fazer mais feliz alguem:Dja agora fica aqui uma proposta minha de leitura(nao que eu seja muito entendida no assunto, quando comparada consigo) "filipa de lencastre) a isabel stiwel(e uma cronista) o livro e simplesmenta fantastico, abalador, maravilhoso não ha palavras eu adorei.beijinhos Sofia Almeida

12:20 AM  
Anonymous Anonymous said...

Bem está aqui um site mesmo interessante (:
Bom se nao for muito incómudo gostaria de ter o espaço a acção e as personagens :x
se poder ser hoje que é muito (urgente) aqui tem meu mail .. lii.1993@hotmail.com
Beijo *

4:55 PM  
Anonymous Anonymous said...

qual é para ti a relação emtreo titulo da obra e o percurso do velho na mata?

*

10:39 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

o percurso do velho na mata é muito fácil: consiste em voltar as costas a uma civilizaçãO que traz dentro de si própria o germen da autodestruição e ao mesmo tempo integrar-se no ecossistema sem o prejudicar.

os romances de amor são a sua ligação ao passado em que tinha uma famílika. ele não deixa de amar a humanidade. por isso mata a onça no final, para acabar com o seu sofrimento e para proteger tb a humanidade a quem ama, mas discordando da forma como insiste em viver.


csd

12:04 PM  
Anonymous Anonymous said...

é um grande pequeno livro! aconseilho-lhe ''a viagem de theo'' por catherine clement, nao é o mesmo genero mas é fantastico, trata de uma viagem a volta do mundo das religioes.
parabens a um blog tao interessante.

11:14 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

anónimo: é realmente é muito bom. Já li Cláment - excepto o último - há bastante mais tempo do que os livros de Sepúlveda.


o comentário está no arquivo de Fevereiro de 2005.

csd

9:55 AM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Clement em vez de "Clamamt".


CSD

9:57 AM  
Blogger ARAB said...

Nunca li este livro.. mas li o seu titulo numas obras-sugestões.. e de entre os livros (alguns q já conhecia, outros nem por isso), este foi o titulo q me parecia já ter ouvido n sei de onde, mas q gostei... Vim aqui ler um bocadinho e ver o q as pessoas no geral achavam dele.. ainda n sei se será mesmo o proximo a ler, mas certamente q o vou ler.. tou a ficar com aquele bixinho dentro de mim q me apetece ir a correr comprar o livro e le.lo.. Nao custumo fazer mt isto, pk mta gente me dá livros (e ainda bem pk eu agr gosto *.*), mas sempre q abro um livro novo é uma nova aventura, começo a zeros e acabo sempre a pensar alguma coisa do assunto, a pensar em n sei bem o que.. a pensar, pensar, pensar.. em nd tao especifico.. mas a rever o q mais gostei na minha cabeça.. coisas q me marcaram.. já houve livros q me fizeram chorar sim.. livros intensos.. gosto.. amo mesmo <3 Só espero gostar tb deste livro.. do q eu li por enquanto gostei.. talvez vá comprar mesmo.. :D
Vou pensar nisso ;D
Obrigado pela divulgaçao e opinioes do livro :P

8:19 PM  
Anonymous Daniela F. said...

Olá eu estou a ler o livro agora, e preciso fazer uma ficha de leitura sobre ele, mas estou com dificuldade em identificar o tempo retrato, ainda não terminei, mas há alguma referência ao tempo em que decorre a acção ao longo do livro? Obrigado pela atenção leitores. :)

9:47 PM  
Anonymous Estudante em Apuros!!! said...

Eu tenho que ler o livro para um teste da escola e mas não estava a pensar em comrar o livro, mas sim a ler na internet. Conhecem algum site que me permita ler o livro todo??

Obrigado

P.S.: Adorei o resumo. Se eu não conseguir ler o livro a tempo, aposto que consigo tirar positiva só lendo este resumo. *PARABÉNS*

10:34 AM  
Blogger Dárcio Souto said...

Comecei a ler ontem. Estou na metade. Muito bom mesmo!

2:12 AM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

lê-se bem...é uma história de quem toda a gente gosta!

csd

1:14 AM  
Blogger zalez said...

muito bom o livro

6:11 PM  
Blogger zalez said...

muito bom o livro

6:11 PM  
Blogger 6º4 said...

Oii tenho apenas 13 anos e estou a pensar em comprar este livro , mas tenho medo de n perceber a historia... que me diz??

8:33 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Pode comprar à vontade. Vai gostar. A seguir a este recomendo-lhe do mesmo autor "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar".

9:28 PM  
Blogger Aprendendo said...

ótimo texto!!!!

2:29 PM  

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