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Bibliomaníaca e melómana. O resto terão de descobrir por vocês!

Saturday, November 10, 2007

"Lolita" de Vladimir Nabokov (Biblioteca Visão, Teorema)


Vladimir Nabokov nasceu em 1899, em Sampetersburgo e, sendo oriundo de uma família aristocrática deixada na miséria pela Revolução bolchevique, acaba por optar, logo em 1919, por viver no Ocidente.

Forma-se em Cambridge, instala-se em Berlim, onde compõe os seus primeiros textos em russo traduzidos, posteriormente, para inglês, com o pseudónimo de Vladimir Sirin.

Em 1940, vai para os EUA leccionar literatura, naturalizando-se norte-americano em 1945.

Em 1960, instala-se em Montreux, onde vem a falecer em 1977.

Verdadeiro cidadão do mundo, de espírito errante, o Autor é responsável pela publicação de um dos romances mais polémicos do século XX –
Lolita –, onde a perfeição estética do discurso narrativo da personagem Humbert Humbert e do estilo literário do próprio Nabokov entram em conflito directo com um dos tabus mais universais: a sexualidade ou a proto-sexualidade da criança pré-adolescente.

Lolita tornou-se num clássico, exaustivamente analisado e discutido nos círculos psiquiátricos, como exemplo paradigmático de um caso clínico de parafilia.

Ao mergulharmos na trama de Lolita e na mente de Humbert – a personagem principal –, é-nos oferecida a possibilidade de analisar o ambiente ou situação familiar de uma criança em risco, exposta ao contacto com um estranho, por uma mãe muito pouco atenta, por um lado, e vítima do assédio de um maníaco sexual, pelo outro.

A beleza estética da prosa, colocada na pena de um sujeito que tem em comum com o Autor a eloquência, a cultura e a origem aristocrática, não consegue esconder a paixão doentiamente obsessiva de alguém que desenvolve uma fixação pelo corpo feminino impúbere, baseada na imagem idealizada e nas emoções cristalizadas de uma primeira paixão, ocorrida aos doze anos. A interrupção abrupta e definitiva do romance levou a que Humbert Humbert situasse a imagem do seu ideal de mulher numa figura do passado, onde o desfasamento entre o desenvolvimento físico do próprio corpo e a maturidade das relações emocionais fica seriamente comprometido, adquirido uma faceta patológica.

O prefácio do livro não é mais do que um prólogo aos apontamentos de Humbert, que constituem o romance propriamente dito. O referido prólogo é escrito por uma personagem exterior à trama: um professor/investigador da área da psicologia clínica, o qual tem como função dar a conhecer ao leitor o destino trágico de Humbert Humbert e a utilização dada aos seus escritos, referentes à paixão deste por Lolita.

O referido professor chama a atenção para um número estatístico preocupante, relativo à população norte-americana, da qual “pelo menos doze por cento dos varões norte-americanos gozam, anualmente, de uma maneira ou de outra, da experiência especial que Humbert Humbert descreve com tanto desespero”.

Já as páginas escritas pela mão de Humbert Humbert dão-nos a conhecer o dia-a-dia e, consequentemente, a forma de interacção de três tipos sociais que, segundo a opinião do narrador do “prefácio” à obra de Humbert, “nos advertem de tendências sociais potencialmente perigosas”, relativamente a acontecimentos que tiveram lugar na primeira metade do século XX: “a criança caprichosa, a mãe egoísta e o maníaco anelante”, o qual constrói a armadilha como a aranha constrói a teia para atrair, prender e, posteriormente devorar a sua presa.

Tudo começa na infância – aqui nota-se a influência do modelo teórico de desenvolvimento da sexualidade de Sigmund Freud (apesar de se mostrar contundentemente crítico ao modelo teórico daquele a quem chamam o pai da psicanálise, Nabokov não propõe, no entanto, nenhum paradigma alternativo à teoria do médico judeu de origem austríaca) – de Humbert, o qual, ao atravessar o limiar da puberdade, se apaixona pela primeira vez por uma menina da sua idade para, pouco depois, sofrer o trauma do seu afastamento e morte. A perda definitiva e absoluta leva a um grau de inconformismo que permite ao leitor aperceber-se da sua incapacidade em lidar com a frustração (de Humbert) que o leva, egoisticamente, a procurar Anabela em todas as meninas de doze anos que se lhe assemelhem.

Um aspecto do romance que ocupa o primeiro plano na narrativa, é a identificação, logo a partir das primeiras páginas, daquilo a que Humbert chama de “ninfita”, a imagem de menina-mulher que atrai o instinto predatório do “Lobo-Mau”, isto é, do pedófilo.
Trata-se de um ponto de vista pessoal, melhor dizendo, da sua defesa, pela exaltação das características pretensamente “demoníacas” da presa, que o predador classifica como “ feita para o sexo”.
Humbert baseia o seu ponto de vista acerca das meninas de doze anos, na sua opinião sexualmente desejáveis, como sendo o arquétipo de Lillth, a mulher-demónio, segundo a tradição judaica, a primeira mulher de Adão. Ao mesmo tempo, tenta apresentar-se como vítima da sedução despudorada das Lillith que existem pelo mundo.

Na realidade, aquilo que Humbert vê como uma pérfida ninfita é apenas a criança que imita o comportamento sedutor de uma mulher adulta (o que coincide com o modelo teórico do investigador Bandura, cujos estudos demonstraram ser o processo de modelagem construtor dos padrões de comportamento de crianças e jovens), consoante os estereótipos que retira da publicidade: cartazes, anúncios televisivos e também modelos de comportamento retirados da indústria cinematográfica. Comportamentos esses que são originados mais pela necessidade de imitação de algo que surge como um ideal para a criança do que por um impulso de natureza emocional.
O impacto no leitor torna-se brutal, quando toma consciência das verdadeiras formas de Lolita através de uma erotizada descrição de Humbert acerca do objecto do seu desejo, dando relevo ao peso e às medidas de uma criança de apenas 142 cm de altura e cuja robustez ainda se encontra longe de atingir os 40Kg. Isto faz com que a mais anoréctica das modelos das passerelles exceda os parâmetros de beleza para um sujeito com este tipo de preferências.

A imagem imitada da mulher fatal por Lolita – e por todas as Lolitas – serve, normalmente, de desculpa para o abusador, que desvaloriza a gravidade do próprio comportamento, ao colocar a culpa na criança. Neste caso, Humbert socorre-se, ainda, da História da Arte e da Literatura, ao mencionar a idade da Beatriz de Dante e da Laura de Petrarca para justificar a sua preferência.

Os capítulos iniciais de Lolita contêm não só a explicação para os acontecimentos posteriores, mas servem, também, para definir claramente as características do predador e da presa.

A Personalidade de Humbert

Humbert é, aparentemente, um sujeito normal, respeitado na sociedade. É admirado, sobretudo pelas mulheres, apesar de se mostrar completamente indiferente para com elas. E é, aparentemente, um celibatário convicto, o que lhe aumenta o encanto. E também um tudo-nada excessivamente introvertido. Praticamente um misantropo.

Mas quando analisamos a sua prosa, descobrimos ou, se calhar, confirmamos uma personalidade profundamente anti-social.
O seu discurso não revela a menor sombra de afecto, estima ou admiração por ser humano algum, salvo as características morfológicas, apenas e só, das crianças a quem apelida de ninfitas.

Em relação aos restantes seres humanos, a tónica dominante é o desprezo desdenhoso, em virtude da sua suposta superioridade física e intelectual.

Este desprezo é dirigido tanto a homens como a mulheres adultos.

A referência, por exemplo, à mãe de Lolita, uma mulher que se encontra no apogeu da sua sensualidade de mulher adulta, a fazer lembrar um pouco a irónica sedução de Lauren Bacall, são sempre coloridas por adjectivos de teor pejorativo como “a gorda Haze” ou “a gata velha”.

Já a tonalidade épica, trágico-heróica, de elevada carga poética das suas palavras ao referir-se ao corpo de Lolita, criam um forte contraste com o restante discurso – a única nota dissonante da seca homogeneidade de uma prosa onde impera o cinismo.

Ex: “…impuros e indiferentes olhos crepusculares – como a mais reles das sedutoras – pois é isso que as ninfitas imitam, enquanto nós gememos e morremos”.

A eloquência e a grandiosidade deste discurso têm como objectivo convencer um júri - constituído quase exclusivamente por mulheres –, de que Humbert é, ele próprio, a vítima impotente da sedução de uma criança marcada por uma espécie de perversidade, na sua óptica, inata, e por impulsos sexuais precoces. A função deste tipo de linguagem, nesta situação, é a de despertar a compaixão, apelando ao romantismo da bancada feminina do júri.

Estes apontamentos são uma reconstituição literária, feita por Humbert, já no cárcere, das suas memórias, reunidas num caderno diário, encontrado e destruído por Charlotte. Para além da forma patética e distintamente cobarde como tenta, de forma explícita, justificar o seu comportamento, podemos facilmente identificar a perspicácia e o calculismo das atitudes de Humbert nas entrelinhas. A sua astúcia vai, no entanto, sendo progressivamente toldada pelo medo crescente face à possibilidade de uma traição por parte do objecto amado.

A cobarde hipocrisia de Humbert está patente na contradição entre as palavras e o seu comportamento efectivo. Humbert define-se como “incapaz de atentar contra a inocência de uma criança”. No entanto, tem de recorrer ao uso abusivo de fármacos para possuir Lolita pela primeira vez: Humbert só não se torna um violador em série de várias “ninfitas” pelo medo de ser descoberto e punido.
Esse é o motivo principal pelo qual se aproxima de Charlotte, propondo-lhe casamento.

Trata-se da camuflagem perfeita que lhe permite, simultaneamente o acesso fácil ao verdadeiro objecto da sua lascívia.

Em relação à temática propriamente dita, o discurso de Humbert debruça-se sempre aos seus próprios desejos, gostos estéticos e impulsos. Nunca sobre os de Lolita. Na realidade, ele nunca se mostra preocupado com o que ela pensa ou sente. É um homem exclusivamente centrado em si mesmo.

Charlotte Haze

Mrs. Haze, a mãe de Lolita. É uma mulher de grande magnetismo sexual, mas não é uma mãe cuidadosa. Não só pelo facto de expor levianamente a filha ao contacto com um estranho, do qual não tem quaisquer referências, mas até na forma de cuidar do asseio da sua “Lo” e, sobretudo, pelo excesso de permissividade relativamente à educação, linguagem e forma de estar diante do desconhecido que hospeda em casa.

Não se pode dizer, propriamente, que a felina e sedutora Haze mereça a simpatia do leitor: fria, profundamente egocêntrica, Charlotte não é uma mãe carinhosa e parece estar em constante competição com a filha, à qual desvaloriza constantemente, referindo-se-lhe, não raro, de forma pejorativa, como “decididamente feiota” e “fedelha”.

A pequena escrava sexual

Depois da morte de Charlotte, a educação e instrução de “Lo” é totalmente negligenciada.
Humbert, matricula-a numa escola onde a directora se preocupa mais com o desenvolvimento dos “dotes de conversação” do que com o ensino de disciplinas como matemática, geografia ou história, para já não falar de filosofia ou literatura – “Mr.Humbird, não nos empenhamos muito em transformar as nossas alunas em ratos de biblioteca (…), aquilo que nos interessa é a adaptação da vida em grupo. Damos muita importância aos quatro D’s: Drama, Dança, Debate e Encontros (Dates)”.

A Humbert até lhe convém que a sua “Lo” não pense muito não vá ela tornar-se demasiado crítica…De facto, a Humbert preocupa-o exclusivamente em “educar” Lolita no sentido de a transformar numa espécie de odalisca, isto é, numa parceira sexual sem tabus, contudo passiva, permitindo-lhe realizar todas as suas fantasias eróticas.

Lolita apercebe-se do que se passa, mas durante muito tempo, prefere submeter-se por não vislumbrar nenhuma alternativa.

Predador Compulsivo

O olhar predatório de Humbert não é apenas dirigido à enteada. Este observa e avalia os corpos de todas as suas amigas – embora nem todas se lhe afigurem interessantes – com as quais só não toma uma atitude mais audaz pelos riscos em ser descoberto.

No capítulo 11, ele próprio se define como “uma dessas pálidas e inchadas aranhas que se costumam ver nos velhos jardins. Instalada no meio de uma teia luminosa e dando puxõezinhos a este ou àquele fio. A minha teia está estendida por toda a casa enquanto eu escuto na minha cadeira, na qual estou sentado como um manhoso feiticeiro”.

O círculo fecha-se no momento em que, indirectamente, causa a morte a Charlotte e se constitui como o único tutor de Lolita.

A partir de então, ela estará destinada a tornar-se a sua escrava sexual. Lolita vê em Humbert a única pessoa no mundo disposta a ajudá-la a não cair no deserto emocional de um reformatório ou de um orfanato. Por este motivo, prefere a prestação de favores sexuais ao padrasto, à ausência total de um sucedâneo de uma família. Um sentimento dominante que resulta de uma enorme falta de autoconfiança, motivada por uma infância sem afecto.

A opressão torna-se, no entanto, intolerável sobretudo com a entrada de Lolita na fase da adolescência propriamente dita. Ela acaba por tomar consciência que não consegue falar com ninguém, sem a autorização expressa do seu carcereiro. E vê, com desespero crescente, todo o seu desenvolvimento social seriamente comprometido…

Note-se que o leitor só se apercebe do sofrimento de Lolita por via indirecta, isto é ao prestar atenção nas suas atitudes externas, ou seja, no seu comportamento.

Libertação

Curiosamente, Humbert só cai sob a alçada da justiça ao causar a morte a um pedófilo rival, o qual tenta, segundo Lolita, seduzi-la. E ainda mais intrigante é o facto de o referido pedófilo preferir geralmente crianças do sexo masculino… Uma inteligente jogada de Lolita para se libertar do seu abusador ao acusar outro predador semelhante a ele?

A auto-defesa de Humbert, na verdade o cerne de todo o romance, revela tratar-se de um indivíduo que, apesar de dotado de inteligência acima da média, só consegue convencer quem não está treinado para ouvir as justificações de um violador que tenta atirar a culpa para a vítima. Este abusador acaba, neste caso, por desenvolver um complexo de Othello que lhe vem a ser fatal. Trata-se da porta de saída que possibilita a Lolita a fuga da sua prisão, ao explorar o ciúme de Humbert.

Uma história situada na primeira metade do século vinte, mas que se mantém mais actual do que nunca.


Cláudia de Sousa Dias

25 Comments:

Blogger PHYLOS said...

Claudia, 6 anos antes de Nabokov, o escritor brasileiro Mario Donato escreveu o livro "Anita", sobre a paixão desvairada de um homem de meia-idade por uma mocinha, levando a um fim drástico.
Abç. Phylos

11:26 PM  
Blogger Iceman said...

Boas Cláudia!

Pois a minha amiga dissecou o livro de uma forma magistral.

Compreendo o teu comentário à minha opinião. Pessoalmente não me consegui apartar do pedantismo de Nabokov que, considero, ter-se auto-retractado em Humbert, mas não me apartei do homem embora, considere esta obra brilhante pelas várias analogias que cria e também pela forma como vai "picando" algumas figuras da época como, por exemplo, Freud.

Mas o teu ponto de vista está brilhante.

Bjs.
Nuno

12:40 PM  
Blogger Baudolino said...

Uma narrativa envolvente, perturbadora e brilhante.
Um comentário à altura (como já deves ter percebido, não estou a dizer só por dizer)!
Um abraço

12:55 PM  
Blogger inominável said...

li este livro há muito tempo e confesso que já não me lembrava de todos estes pormenores... e gosto muito da adaptação de S. Kubrick...

PS_ ando a ler "Uma casa na Escuridão", de J. L. Peixoto e terminei "Leão, o Africano"... Dois óptimos livros que te sugiro, para depois os teus leitores ficarem a saber dos meus amores!

7:39 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Mario Donato?!

Não conhecia...

Então, será um plágio de Nobokov?

Seele estivesse vivo e a ler este blog, a esta hora estaria doente...


:-)

CSD

8:15 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Iceman, li o livro sem me debruçar muito sobre a biografia de Nabokov.

No entanto, já suspeitav que havia ali muita projecção de muitas fcetas do ego do autor.

A cultura, o brilhantismo intelectual, a ascendência aristocrática, a passagem por vários pontos da Europa e a emigração para o novo continente.

Não estava muito a par ada misantropia do Autor embora o suspeitasse. Resta saber se as preferências sexuais serim as mesmas.

Mas foi melhor assim porque permitiu-me analisar a obra independentemente do homem.

CSD

8:20 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Baudolino, obrigada mais uma vez pelo comentário(querido) e pela visita!

Abraço

Csd

8:21 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Ainda não li nada de JL Peixoto, e de Maalouf ainda só li o libreto que ele fez para uma ópera "O amor de longe": lindo, lindo, lindo!

Obrigada pelas duas sugestões, vou anotar a de Peixoto. A outra já contava da minha lista.

Proximamente podes contar com Ballester, Conrad, Montalban e Manuel rivas para alémde José Rodrigues Miguéis.

Não te assuates, todos excepto o último são pequeninos e fininhos!!!

CSD

8:25 PM  
Blogger un dress said...

só vi o filme com o mesmo nome.

a intenção era ler o livro, por isso o comprei... e ainda não li. gosto muito de sentir o que fica pra trás nos filmes. quase sempre demais...

mas lá está então o livro...esperando. :)



beijO.abraÇo

2:11 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Vem ver o filme no dia 28 e depois o debate sobre o livro!

:-)

Não me canso de insistir.

Água mole...


CSD

12:28 PM  
Blogger SAMANTHA ABREU said...

putz, esse livro...
sou fascinada.
Você falou e disse.. tudo!


tem coisa nova hoje no Falópio:
Eu e um crime passional
VERSOS DE FALÓPIO
http://versosdefalopio.blogspot.com/

Apareça!

um beijo!

2:09 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Samantha, ´você é uma querida!

bjo

CSD

5:14 PM  
Blogger cljp said...

Em tempos já li bastante de Nabokov.
Belíssimo comentário, sem dúvida.
Um abrç

9:16 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada,Cljp!

Também não tenciono ficar por aqui na leitura de Nabokov, independentemente da personalidade do Autor que se esconde por detrás da obra.

Ou, se calhar, por isso mesmo...


CSD

12:13 PM  
Blogger Teresa said...

Olá, Cláudia.
Nem percebi bem como foi que vim aqui parar, quando tentava indexar um blogue no Google Reader, mas em boa hora o fiz.
Tropeçar de imediato numa extensa avaliação de um livro que é uma obra-prima, que li pela 1.ª vez aos 14 anos... Nessa idade lê-se a esmo, quando se tem o vício da leitura, já se tem intuição que baste para discernir o bom do mau - soube logo que estava ali um grande romance.

Voltei a Lolita muitos anos mais tarde e voltei a maravilhar-me com a escrita. Mas... há o "mas", não é?

Por absoluta falta de tempo, marco este seu cantinho agora na zona dos favoritos onde ponho as coisas para ler. Hei-de voltar.
Que engraçado ter o Presságio de Fogo entre os seus livros favoritos (fui espreitar o perfil, pois claro!), também é dos meus, e não apenas por a guerra de Tróia sempre ter sido para mim motivo de fascínio...
Um beijo.

12:10 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada, Teresa!

Adorei simplesmente a fotografia do seu blogger profile.

Por me lembrar o Mishu o siamês da minha tia que conviveu comigo durante quatro anos.

Um dia irei escrever um conto sobre ele.


Beijo


CSD

1:35 PM  
Blogger SAMANTHA ABREU said...

oi Querida!
Tem coisa nova no Falópio!
http://versosdefalopio.blogspot.com/
Aparece por lá!
Um beijO!

10:49 PM  
Blogger Teresa said...

Cláudia,
A fotografia foi fraudulentamente roubada a Messalina Valéria (Messy para os amigos), a minha adorada gatinha siamesa.
Ainda não arranjei tempo e calama para investigar o seu blogue, mas voltarei.
Um beijo!

10:56 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Passo lá daqui a bocadinho Sam!

Adoro a Messy, Teresa!

Uma doçura.

Acho é que Valéria Messalina, a primeira mulher do imperador Cláudio é que não era lá muito...embora tivesse muito de gata...


Dizem...


CSD

12:28 PM  
Blogger Elipse said...

gosto muito de Nabokov. despertaste-me a vontade de reler "Lolita"...

a tua anális é fria e muito racionalizada, como de costume. Gostei muito.

12:59 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Ainda bem querida Elipse!

Um beijinho grande e um excelente fim de semana!

CSD

6:54 PM  
Blogger filipelamas said...

Feliz Natal com tudo de bom!

3:56 PM  
Blogger Marcelina said...

Boas,

Estava a tentar encontrar algo sobre o livro que ando a ler "Encontro de amor num país em guerra" e encontrei o teu blog. Gostei bastante e por aqui ando a meter o nariz (falando em nariz, Nicolai Gogol, muito engraçado se quiseres passar uma boa tarde).
Temos um blog semelhante, o meu tem muito menos tempo, tens de passar lá para ver...

Mas gostei mesmo muito da tua "review" sobre um dos livros que mais me marcou (só para teres uma ideia, a minha tartaruga chama-se Vladimir Nabokov). Sempre achei que o "Lolita" acima de tudo estava muito bem escrito, mesmo tendo ficado com a nítida sensação de Humberto e Nabokov seriam parecidos...

Abraços.

12:56 AM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Hei-de ler, sim...

Quanto ao Nabokov e o Umbert serem parecidos, não sei...terei de ler a restante obra dele para fazer um juízo...mas ando um pouquinho preguiçosa, ultimamnente...estou com dificuldade em acabar Jane Austen...pela 4ª vez!


CSD

3:05 PM  
Blogger Denial said...

Com certeza a melhor analize litarária que já li. Comprarei este, certamente.

4:56 AM  

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