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Friday, July 08, 2005

Trilogia “Primeiras Pedras” da Saga “Catarina Mallye” de Margarida Góis (Verbo)






Margarida Góis é licenciada em Direito e Línguas e Literaturas Modernas tendo realizado estudos de pós-graduação na Universidade Católica de Lovaina.

Vive em Bruxelas desde 1986 onde trabalhou numa ONG para a promoção do desenvolvimento em África e na América Latina, através de projectos a serem implementados nas áreas cultural, educacional e tecnológica.

A presente trilogia tem um intuito essencialmente formativo, implícito no título Primeiras Pedras, que são as pedras basilares nas quais assenta a construção de todo um sistema de valores e, simultaneamente, da identidade cultural e social da protagonista. Uma aquisição nem sempre voluntária.

A obra destina-se, sobretudo ao público nos últimos anos da adolescência.

A heroína é uma princesa oriunda de uma região fronteiriça entre a Europa e a Ásia, para a qual converge uma grande diversidade de etnias. Trata-se de uma região de grande beleza, algo inóspita, governada por um rei tornado déspota devido à oxidação dos seus ideais de juventude.

No reino de Oriety, toda e qualquer forma de expressão que sugira uma crítica velada ao regime é imediatamente censurada, suprimida, abafada.

O rei Otão deseja o poder absoluto, o controle total do seu território e de todos os que nele habitam. Porém, o General Axaris, o seu braço direito, Chefe da polícia Política, é quem detém o poder efectivo. A verdadeira ameaça ao Rei está mais próxima do que imagina…

A ambição de Axaris é controlar a consciência do Rei em benefício próprio e colocar a família real e a estabilidade política do País em situação de alerta vermelho. A repressão, levada a cabo pelo general, com a anuência do Rei, é uma bomba de nitrogénio que ameaça fazer explodir o ódio a qualquer momento…

A princesa Catarina, criada com a mãe numa Ilha, situada algures entre a Inglaterra e a Irlanda e, por isso, habituada à realidade que dá origem aos conflitos religiosos, é uma lufada de ar fresco quer pela sua extrema juventude quer pela abertura ao diálogo com os dissidentes do regime…

…o que a coloca numa posição frágil, remetida para a mira da desconfiança do tio – que teme, sobretudo, a usurpação do protagonismo da sobrinha, apesar dos seus verdíssimos 14 anos – e do ódio do general Axaris que a encara como um alvo a abater.

Catarina encarna o tema do livro, que é um hino à liberdade de expressão, à abertura do diálogo entre diferentes facções étnicas e religiosas e à luta contra todas as formas de repressão, tortura ou invasão de privacidade. Em suma, um grito de revolta que se traduz num não rotundo contra qualquer violação dos direitos humanos.

A qualidade relativa ao conteúdo da obra faz-se, desde logo, notar na selecção das epígrafes que marcam o início de cada capítulo. Nas entrelinhas das referidas epígrafes está implícita a temática debatida em cada um dos capítulos, cujo objectivo é o de sensibilizar o público adolescente para a aplicação no quotidiano do pensamento de alguns dos maiores génios do mundo das, Artes, das Letras ou das Ciências.

O Final da Trilogia é aberto, a saga continua com a série Jovens Unidos com a personalidade de Catarina já mais amadurecida.

Provavelmente para concluir uma questão que foi deixada em suspenso no último volume de Primeiras Pedras: será que “dar a outra face” é suficiente?

É o que vamos averiguar nos próximos volumes…


Claudia de Sousa Dias

3 Comments:

Blogger Maria Heli said...

Averiguemos...contigo :)

bjinhos

7:15 PM  
Anonymous leprechaun said...

Ah!!! Também me lembro deste romance juvenil, que li no início do ano passado... com o Anjo ao meu lado! :)

Yeah! Eu gosto é de heroínas juvenis... verdíssimas como a floresta onde cresci! :)

E sim, a filosofia subjacente a esta trilogia... mas só conheço o 1º volume, oh... é admirável e será, felizmente, uma realidade a breve prazo... e eu a verei 'inda antes do meu ocaso!!! :)

Claro, vou ser centenário, assim marcha o lento horário, e está escrito no diário das casas do meu fadário!!! :D

De palavras milionário...

Rui leprechaun

(...guardo o ouro no sacrário! :))

2:43 AM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Rui, é o máximo!

acho que a tua forma de escrever/falar numa sessão de contos infantis seria um estrodoso sucesso!

Bjinhos

5:33 PM  

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