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Wednesday, July 03, 2013

“a máquina de fazer espanhóis” (ou “o fascismo dos bons homens”) de valter hugo mãe (Alfaguara)




Vencedor do Prémio PT 2012, este quarto romance de valter hugo mãe pode-se dizer que é um romance bipolar. Não, como é óbvio, no sentido clínico ou da patologia da mente, a acepção mais comum da palavra, trata-se antes de uma polarização que se adapta como uma luva à exploração do sentido da dor pessoal do protagonista – o senhor silva, um idoso, internado num lar de terceira idade, após sofrer um avc – por um lado, e a dimensão da pusilanimidade colectiva do homem comum português que vive a maior parte da sua existência em regime ditatorial e a outra metade em democracia, pelo outro.

O senhor silva é um octogenário, fiel a um amor que durou mais de meio século e só terminou com a morte ou, se calhar, nem assim. Na verdade, ao longo do romance, esta personagem central sob cujo olhar nos é dada a conhecer a narrativa, não deixa nunca de sofrer as consequências do violento choque emocional de ter perdido a mulher. Logo a seguir à morte da esposa, o senhor silva vê-se confrontado com um drama existencial aparentemente inultrapassável: o desafio de sobreviver ao amor de toda uma vida em primeira instância e, numa segunda fase, deter o processo de entropia da máquina biológica que o mantém vivo.

A partir daqui, entramos já na dimensão social do envelhecimento quando, juntamente com o senhor silva, cruzamos o limiar do lar de terceira idade “feliz idade”. E é então que percebemos com a leitura de a máquina de fazer espanhóis até que ponto se torna trágico processo de envelhecimento, sempre de mãos dadas com a exclusão da sociedade produtiva, com base da premissa de com a chegada do fim da idade para trabalhar e a entrada na idade da reforma, a vida começa a degradar-se e a deixar de fazer sentido. Além das doenças degenerativas e incapacitantes que se aliam à indesculpável e insultuosa falta de respeito dos outros na forma como usam as palavra “velho”, como na ausência total de uma política de inclusão. Os filhos do senhor silva e da dona laura, com as suas casas adaptadas à família nuclear e as exigências das respectivas profissões, não conseguem albergar mais uma geração dentro de casa. Para além disto, o avc parece ter despoletado um mecanismo que vai progressivamente alterando a personalidade do senhor silva, facto de que só nos apercebemos, à medida que vamos avançando no romance. O momento exacto em que isto acontece dá-se quando nos damos conta de que o nosso protagonista, alguém aparentemente lúcido, começa a demonstrar alguma dificuldade em distinguir o sonho da realidade e a caminhar perigosamente no limiar entre o bem e o mal. Neste contexto, há uma cena em que agride uma idosa durante o sono, a fazer lembrar um filme de Michael Hannecke, pela surpresa, pelo choque e pelas consequências que daí advém.

A relação do senhor silva com os outros utentes do feliz idade (cuja fonética tem um aspecto ironicamente semelhante à palavra felicidade) é bastante controversa: por um lado, assistimos a uma certa cumplicidade e solidariedade com os restantes utentes masculinos – como o seu homónimo a quem chama jocosamente de o silva da europa (o senhor silva é eurocéptico, em contraste com o seu colega, entusiástico apoiante da adesão de Portugal à UE), o anísio, o medeiros, esteves sem metafísica (que lhe lembra o protagonista do poema A Tabacaria de Fernando Pessoa), sobetudo no tocante ao pessoal da ala feminina a relação não é tão pacífica, apesar da máscara de cavalheirismo e falsa cortesia. Na verdade o senhor silva não as suporta, nem a elas nem à sua religiosidade beata, aversão que se torna particularmente notória no tratamento com que brinda a imagem da Virgem, à qual lhe descola e destrói as pombinhas de cartão ao mesmo tempo que a trata familiarmente por “mariazinha”, tornando-a igual às outras mulheres, mortal portanto, uma mulher que morre como as outras e cujo corpo se decompõe. Não suporta também a mesquinhez, as picuinhas e a maledicência das habitantes femininas do lar, sempre reunidas à mesa do jardim, com os seus pueris trabalhos artesanais, excluindo os homens da conversa, falando mal deles ou de outras mulheres que não estão presentes. No entanto, anísio, antigo curador do museu de arte antiga em lisboa é o único homem admitido na tertúlia feminina e é também o único a arranjar namorada, dentro do lar. Esta é também a única personagem de entre os internos no lar que o próprio Autor afirma ser “genuinamente boa” pelo seu temperamento naturalmente conciliador e que por essa mesma razão, é o único a vivenciar o amor naquele lugar.

Na dimensão sociológica de a máquina de fazer espanhóis está também contido o lado da sociologia que faz fronteira com a política e a história, ao pretender retratar no romance, de forma satírica e acutilante humor negro, a evolução e amadurecimento das pessoas que viveram a infância e juventude durante o Estado Novo e depois, já na idade adulta, a transição e desenvolvimento da democracia, sobretudo nas classes sociais mais humildes e que, por medo de represálias, vindas do aparelho central e da mudança nos governos, sempre manifestaram medo em exteriorizar as convicções politicas. Este receio traduziu-se em esquivar-se invariavelmente a qualquer tipo de participação no tocante à intervenção política, dando-se especial ênfase ao incentivo à despolitização, operado durante largas décadas ao povos dos “silvas”, mesmo durante o regime democrático, e cuja consequência se reflecte numa exasperante pusilanimidade, à semelhança de Pilatos da atitude de Pilatos diante de um inocente politicamente incómodo. O povo que valter hugo mãe descreve neste romance é isso mesmo: um exército de clones de alguém que não hesita em “lavar as mãos” ao denunciar ou prejudicar o vizinho para ficar bem na fotografia, no mais perfeito exercício de pusilanimidade. É por esta razão que o título inicial para esta obra seria o de “o fascismo dos bons homens”, o qual decide depois mudar para o periférico título “a máquina de fazer espanhóis”, pelo receio do impacto negativo que o título original pudesse causar e ao preconceito que poderia gerar à leitura, ainda antes de sair da estante das livrarias.
Na verdade, fala-se muito deste livro, dos prémios adquiridos mas o que é curioso é a comunicação social omitir na quase totalidade a referência a este aspecto do romance, o que não deixa de ser curioso.

O Desenvolvimento da trama

Em a máquina de fazer espanhóis, a crítica social é apresentada em alternância com o drama da alteração progressiva da personalidade e degradação das faculdades mentais do senhor silva. Com a entrada naquela instituição, o senhor silva é colocado diante do facto consumado do envelhecimento e da entrada no corredor da morte . A evolução deste processo é narrada totalmente pelo ponto de vista do idoso, um homem inteligente, arguto, de sentido crítico vincado, acintosamente céptico. O primeiro detalhe em que repara, logo ao entrar no feliz idade, é no facto de os utentes recém-chegados serem alvo de tratamento VIP, instalados nos quartos mais aprazíveis, com vista para o parque onde brincam crianças - uma vista para o passado das próprias vidas, pelo menos enquanto ainda têm memória – mas à medida que as faculdades mentais, a mobilidade e o controle das funções vitais vai diminuindo, a máquina biológica entra em entropia ao mesmo tempo que a máquina social se revela totalmente incapaz de encontrar uma solução para travar o avanço da morte. Assim, os doentes vão sendo transferidos para os quartos do outro lado do edifício, alegadamente melhor equipados, com vista para o cemitério – a paisagem do futuro. Para se irem habituando à ideia, segundo o senhor silva.

valter hugo mãe afirmou, em entrevista ao jornal Público que esta movimentação nos quartos dos utentes «tem o mesmo efeito psicológico que uma roleta russa onde os quartos são os espaços do canhão onde a bala eventualmente entra. É um lugar de debitar corpos.»

Dos momentos mais emblemáticos da diegese de a máquina de fazer espanhóis destacamos capítulo cujo título esteve para ser o título do romance, o fascismo dos bons homens, no qual os “silvas” são conotados com o protótipo do português típico comum, de classe média-baixa que viveu grande parte da vida durante a ditadura do Estado Novo. A descrição desta figura-tipo resume-se, em traços largos, a poucas linhas: pessoas que gostam de ser vistas como homens honrados e trabalhadores, de cumprir compromissos, mas sem a robustez psíquica par fazer face a uma ameaça externa, de uma “máquina maior”, de uma super-engrenagem. Na verdade, este romance de vhm dá a entender, logo no primeiro capítulo, pela voz do senhor silva que, quarenta anos após a Revolução, já não é preciso pensar na Liberdade nem defendê-la, porque se trata de um dado adquirido e “há quem pense nela por nós”. a máquina de fazer espanhóis é, assim, uma 'máquina' asséptica que nos leva a não pensar e a nos fundirmos com um todo maior, isto é, a diluir a nossa identidade, diluição à qual está implícita uma crise de valores. Nesta linha de pensamento, o Autor mostra-nos as sementes que levam ao germinar de uma generalizada crise deontológica e de princípios axiológicos que se reflecte na apatia social e no desinteresse pelas grandes questões, na miragem da perseguição do bem-estar a curto prazo, um objectivo que nunca é atingido.

«um dia estamos distanciados de tudo, e no outro somos os pacíficos pais de família, tão felizes e iludidos (…) iludidos como se nada fosse, porque nada é. as ideias, meu amigo, são menores nos nossos dias. não importam. e podemos pensar qualquer atrocidade saindo à rua.

(…)

as liberdades também fazem isso, uma não importância do que se pensa, porque para quem já não é preciso pensar.

(…)

se não dermos nas vistas podemos passar a vida inteira com os piores instintos e ninguém saberá. Com a liberdade, só os cretinos mais incautos passaram a ser má gente.»

Para antónio silva, o nosso “bom homem” em quem reside o fascismo mais latente, inculcado durante quarenta e oito anos de ditadura, a colocação do eu em relação ao outro apresenta-se da seguinte forma:

«num tempo em que somos todos bons homens, a culpa tem de atingir os inocentes (…) não sou um homem piedoso. não há inocentes.»


Sobre a rudeza silvestre das gentes portuguesas, o Autor dá a entender, pela voz dos dois silvas, ser esta uma característica de uma educação repressiva, tanto das atitudes como do pensamento o que, paradoxalmente, reproduz atitudes hostis.

«somos todos silvas neste país, quase todos crescemos por aí como o mato, é o que é. como as silvas. somos silvestres (…)exactamente (…) assim, do mato, passando pelo terreno de fora com cara de gente mas muito agrestes, sem solução nenhuma.

(…)

«olhe que somos gente educada! (antónio silva)

(…)

«mas a educação tem sido apresentada, neste país, à paulada, ou não lhe parece? (o silva da europa)

(…)

«achei que aquele silva era um imbecil dos grandes e que me estava a empatar a energia com retóricas (antónio silva sobre o silva da europa)

«mas somos bons homens!» (o silva da europa)

Como se vê no discurso “o silva da europa” é um homem ingénuo, dotado de alguma bonomia, crê numa utopia onde o mundo seja um governo único, onde os homens vivem como numa irmandade, como na letra do coral da nona sinfonia de Beethoven, o Hino da Europa:

«um dia seremos cidadãos de um mesmo mundo. iguais, todos iguais. e felizes, nem que seja por obrigação.»

Outro dos capítulos a destacar é a brancura é um estágio para a desintegração final, onde se trata da brancura asséptica dos hospitais enquanto antecâmaras da morte, omnipresente nos quartos dos utentes em estado terminal no lar “feliz idade”. Este é o primeiro capítulo em que antónio silva se apercebe da dinâmica sinistra das relações e do percurso dos utentes naquela instituição a qual, mais do que um lugar de apoio à velhice e, sobretudo, mais do que um lugar de preparação para a morte, esconde um propósito bastante mais cínico:

«o lar não suporta mais do que setenta e três pessoas e, para que uma entre, outras têm de sair. a saída é dolorosa mas rápida. Rodam-se alguns velhos pelos quartos fora. Eventualmente, um que já esteja acamado vai para a ala esquerda, já muito vizinho dos mortos, e outro entrará de novo no quarto vago com vista para o jardim.»

Depois, o capítulo o amor é uma estupidez intermitente mas universal que nos mostra, com o humor corrosivo que caracteriza o discurso do senhor antónio silva, o cínico sobrevivente do amor, os devaneios amorosos dos utentes do lar feliz idade principalmente do ponto de vista das mulheres. Como já antes foi referido, há muito do cineasta Michael Hannecke na forma como é construída a crueldade secreta do senhor silva por valter hugo mãe que faz por vezes recordar, quando acedemos aos pensamentos mais secretos, o terrível patriarca de “O Laço Branco” ou o protagonista da longa-metragem mais recente, “Amour” na construção do ethos social deste idoso antónio silva, um homem aparentemente pacífico, mas cujo lado sombrio acaba por dominá-lo.

Uma pessoas observadas por antónio silva e com quem este se diverte cruelmente, estimulando a sua esperança cega, é a dona marta, na sua eterna espera de notícias por parte do companheiro que ali a depositou para depois se esquecer definitivamente dela:

«ela ficava ali, perante o américo ( rapaz que traz o correio) como uma noiva. a cometer o erro de acreditar no marido uma e outra vez. porque acreditava, mesmo a fim de dois anos sem uma linha, que ele voltaria com uma desculpa de mérito, ainda precisando do carinho dela e feliz pelo reencontro assim é o amor, uma estupidez completa, mas universal.»

Em um ataque de qualquer coisa o autor já coloca em destaque os estranhos surtos psicóticos de antónio, acerca dos quais nunca temos a certeza se ocorrem durante o sono ou a vigília.

Os restantes capítulos desenvolvem a ideia explicitada no início da obra, sempre de acordo com o vector da desintegração progressiva da personalidade e do eu, da cristalização da memória no passado, não apenas de antónio silva, mas dos outros utentes em geral, incluindo o “esteves sem metafísica”, o sr. medeiros, etc.

Um dos aspectos mais comoventes no romance consiste na reacção não apenas de antónio silva mas de todos os utentes com o jovem enfermeiro américo, a principal fonte de afecto para os habitantes daquele lugar. Américo é um jovem que desempenha a profissão com o amor e a compaixão que são requeridos a alguém que dedique a própria vida a cuidar de seres debilitados, sem ver neles apenas um número ou uma fonte de rendimento.

Uma outra curiosidade neste romance algo incómodo para algumas pessoas pouco habituadas ao estilo de vhm é o episódio do incêndio e a morte de um utente em condições mais do que suspeitas no feliz idade – um facto que aconteceu realmente no lar visitado pelo Autor e que serviu de inspiração para a escrita deste romance – dá lugar a um inquérito de investigação operado pelos protagonistas dos romance policiais de Francisco José Viegas: o inspector Jaime Ramos e o seu assistente na PSP do Porto, Isaltino de Jesus. Os dois, hilariantes na sua placidez e estoicismo quanto à pressa em arranjar indícios e provas para resolver o caso, à boa maneira portuguesa. A intrusão desta dupla nos assuntos do lar, a bisbilhotar tudo e todos sem resolver nada e sem tirar conclusões de maior, vem causar uma ruptura no ambiente dramático e depressivo que se começa a avolumar a partir do meio da trama. São as únicas personagens, que por serem criações de outro Autor, são brindadas com maiúsculas. A descompressão face ao ambiente insuportavelmente tenso que se cria neste ponto estágio de desenvolvimento da narrativa, está patente na exasperante lentidão processual e formalismo burocrático com que ambos os funcionários se empenham em fazer cumprir a lei, assim como no carácter inconclusivo de todas as suas acções. A sua inclusão no romance tem a ver com o desejo de representar todo o conjunto de disfunções de um estado burocrático que tenta parecer organizado e voltado para o crescimento, mas a viver dominado por sentimentos contraditórios, a oscilar entre a admiração e a inveja pelos seus vizinhos (espanhóis, sobretudo). Os dois polícias representam, neste contexto e em forma de metonímia, a alegoria da lenta transformação de Portugal, por culpa de uma máquina burocrática que obriga a cumprir ordens ao invés de raciocinar, numa distopia, isto é, numa máquina de fazer espanhóis (que até há bem pouco tempo tanto queríamos imitar), isto é, numa indústria de produção em série de emigrantes como seres uniformizados e sem identidade cultural.

«de espanha, nem bom vento nem bom casamento. no entanto, há o desejo de para lá emigrar.»

Entretanto, a paranóia de antónio silva intensifica-se à medida que a história vai avançando, até ao vazio total, à dissolução, ao último estágio de entropia física e mental.

a máquina de fazer espanhóis trata de uma realidade dura, difícil de aceitar pela sociedade ocidental em geral: o envelhecimento e a morte, a doença prolongada; mas também de uma determinada concepção específica de ethos social, muito típico na sociedade portuguesa, que está impresso nos diálogos entre as personagens, nas palavras ácidas, revestidas de uma crueldade e egoísmo latentes, em pessoas afundadas no seu drama pessoal, nas areias movediças da própria solidão, seres incapazes de olhar o Outro por outro ponto de vista que não o do eu ou de um acto de altruísmo, mas que chegam ao cúmulo de nos arrancar uma gargalhada à situação patética do “a minha dor é maior do que a tua” mas que colide ao mesmo tempo com a profunda comiseração face à incomensurável tragédia da finitude inerente à condição de mortais.


24.08.2012-15.05.2013
Cláudia de Sousa Dias


6 Comments:

Blogger José María Souza Costa said...

CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

4:04 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada, tudo de bom e sucesso para o seu site.

7:44 PM  
Blogger solange said...

Estou a acabar d ler esta emocionante obra deste escritor maravilhoso! A sua análise, q li c atenção, está muitíssimo boa, adorei. Voltarei... tb n vivo sem os livros.

6:02 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Obrigada, eu penso sempre o melhor do Valter e acho a ficção que ele escreve uma das mais exactas formas de retratar o portugal que nos foi legado pela Ditadura e que sobrevive, paralelamente, na sombra, durante as escassas quatro décadas de democracia.

6:34 PM  
Blogger Isabel Gonçalves said...

Não consigo encontrar o livro A Máquina de fazer Espanhóis por se encontrar esgotado. Pode dizer-me onde o posso encontrar mesmo sem 2ªmão?

10:09 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Boa pergunta. Nesta edição admito que deva ser difícil, mas creio haver uma nova pela Porto Editora. Já experimentou contactar o autor através da sua página oficial no facebook? Ou então a própria editora...

12:12 AM  

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