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Friday, April 20, 2012

“O Voo da Rainha” de Tomás Eloy Martinez (ASA)


Tradução de Helena Pitta

Tomás Eloy Martínez nasceu a 16 de Julho de 1934, em Tucumán, Argentina, tendo falecido a 31 de Janeiro de 2010, vítima de cancro, ao 75 anos.
Foi, além de jornalista e escritor, um intelectual brilhante arrebatando, no ano de 2002, o Prémio Alfaguara com O Voo da Rainha, o romance de que aqui tratamos.

Apesar de exibir muitos traços comuns em relação ao protagonista do romance, que também é o narrador principal(a profissão, a erudição, a cultura e, até, a doença) o Autor é, no entanto, uma espécie de “eu invertido” em relação à sua “criatura”, no tocante à personalidade: Martínez construiu a persona do editor G. M. Camargo como o simétrico da sua própria personalidade, o “EU” do outro lado do espelho, emprestando-lhe a profissão de jornalista e editor, os gostos culturais no que tocante à música, ao cinema e até mesmo à literatura, atribuindo-lhe, no entanto, a característica que considerava como a mais abominável de sempre, presente no género humano: a soberba.

Todos aqueles que conviveram de perto com o Autor na altura em que escreveu O Voo da Rainha afirmam que Tomás Eloy Matrtínez procedeu a uma cuidadosa investigação sobre os passos, hábitos e tiques de um dos seus pares, conhecido como "uma sinistra figura do meio editorial sul-americano", segundo o jornalista Ariel Palacios (blogs.estadao.com.br) no seu artigo “Tomás Eloy Martínez: o Ficcionista da História”. Segundo Palacios, essa mesma “sinistra figura” teria servido de base para a criação deste livro, numa construção ficcional, mas baseada em factos verídicos. Na verdade, o que único aspecto que provoca um certo incómodo neste livro é, precisamente o facto de a história ser verosímil a ponto de os acontecimentos que lhe deram origem terem tido destaque na capa da revista “Veja”, e cujos e protagonistas reais são mencionados explicita e brevemente no romance como indício da sua conclusão.

A chave para a interpretação de O Voo da Rainha torna-se inteligível a partir do momento em que sabemos tratar-se da crónica de um crime, ocorrido originalmente no Brasil: o assassinato de Sandra Gomide pelo namorado, empresário e editor Marco António Pimenta Neves. Os factos, no romance transitam de cenário e são transplantados para a Argentina nos primeiros anos do século XXI, altura em que aquele país atravessava um grave período de crise económica, em situação de quase bancarrota. A acção decorre sensivelmente entre os anos de 1997 e 2001 e, segundo as palavras do Autor, todo o livro é si mesmo “uma metáfora do que acontecia à época, na República do Prata”.

Os protagonistas de O Voo da rainha são G.M. Camargo e Reina Remis. Camargo é director do Diario de Buenos Aires e mostra-se empenhado na luta contra a corrupção nos mais altos escalões do governo. Fá-lo, no entanto, não por princípio mas somente para demonstrar que é mais forte do que o próprio Poder. Ou seja, por soberba. E é com a mesma presunção que julga apaixonar-se por Reina: para exercer o poder de domínio de uma mulher que ostenta como uma bandeira a sua liberdade e independência “de gata”.

Reina é, tal como a jovem que inspirou a sua criação, uma mulher de origem humilde, mas ambiciosa, inteligente, que anseia por voar alto, tal como a Rainha das Abelhas. Entrega-se a Camargo em parte por curiosidade, em parte por se sentir valorizada por um homem a quem considra superior e em parte, também, por ambição. Só muito mais tarde se apercebe da armadilha em que cai, ao tomar consciência que em Camargo, o exercício de poder está muito para além das relações profissionais com os seus colaboradores. o Editor controla, também, a vida pessoal e familiar dos seus colaboradores, inclusive as afinidades políticas dos seus parentes, entrando inclusivamente no email pessoal dos seus funcionários.

No Brasil, o responsável pela organização da colecção Plenos Pecados, da Editora Objectiva, encarregue da publicação do romance naquele país, cita o escritor mexicano Carlos Fuentes, o qual chegou a afirmar ser esta obra, “ a história de um país que se imagina europeu, racional, civilizado e que amanhece um dia sem ilusões. Tão latino-americano quanto a Venezuela e o México,porém mais enlouquecido porque jamais se acreditou tão vulnerável, como os seus militares; tão brutalmente corrupto, como os seus políticos; tão brutalmente ineficaz, como os seus tecnocratas".

De acordo com a entrevista de Tomás Eloy Martínez à editora Objectiva, - “a obra aborda o problema da identidade. Toda a gente tem, em alguma parte, o seu gémeo: a cada história corresponde outra história, que acontece num lugar diferente. A identidade não tem contornos precisos, há duplicidades por toda a parte. E, também, espelhos invertidos”- inferimos que Camargo é o inverso de Martínez reflectido do outro lado do espelho.

Os dois autores sintetizam desta forma a dimensão social e pessoa do romance, respectivamente, mas em relação à tipificação da mesma obra, o seu autor coloca-a num ponto intermédio entre a realidade e a ficção, muito a estilo do pós-modernismo.

Em relação à Literatura e ao Jornalismo, para Tomás Eloy Martínez, herdeiro da tradição jornalística de Julian Barnes, Gay Talese, Norman Mailer e Truman Capote não há nenhum escritor latino-americano que não tenha sido, igualmente, um grande jornalista, aproveitando para citar nomes como Neruda, Vallejo, García Márquez e, também, o brasileiro Euclides da Cunha. Sem, no entanto deixar de fazer notar as diferenças entre as duas formas de escrita: para Martínez, o jornalista tem de ser sempre fiel à verdade, aos leitores e a si mesmo” Já a Literatura posiciona-se sempre na zona fronteiriça entre a realidade e a ficção, pelo que se torna propensa a ambiguidades, o que permite, também, retratar as diferentes nuances do real.

Ao estabelecer a ponte entre “a soberba e o caos da Argentina”, Martínez vai de encontro à opinião d seu colega mexicano Carlos Fuentes, ao reforçar a ideia de que “A Argentina sempre quis ser um país europeu. E quiçá isso não tenha sido um erro, esse afã por se distinguir tanto, dos seus vizinhos. Agora mesmo, a situação é catastrófica e, daquela velha distinção, aquilo que mantém, de alguma forma, consistência são as conquistas em matéria de educação e cultura. Mas o futuro é negro e também estas podem ir a pique. A crise actual é o resultado de uma forma errónea de entender e aplicar o conceito de globalização.”.

Sobre “O Voo da Rainha” - a raiz do problema

Esta novela veio levantar o meu ânimo. O desenvolvimento deste romance passou por várias interrupções, provocadas por uma enfermidade pela qual passei, mas que teve um desenlace feliz. E depois veio a morte da minha esposa, num atropelamento do qual eu também fui vítima e que me paralisou durante seis meses.
A soberba, "o mais venal dos pecados", na perspectiva do Autor "é a raiz a partir da qual derivam todos os males" como pretende a trama e o argumento de O Voo da Rainha. Para o Dicionário Houain da Língua Portuguesa, a soberba equivale à altivez por parte de alguém que se vê ou sente como superior a outrem; um sentimento de auto-elevação, arrogância.

Segundo o padre Teodoro el Grecco, "trata-se de um desejo desordenado, ou uma visão distorcida da própria superioridade. Sentimentos subsidiários à soberba podem ser também a ambição, a presunção, a vanglória, a hipocrisia e a ostentação."

Segundo Martínez, teologicamente, já com S. Agostinho se fez a distinção entre Soberba e orgulho, sendo que este último poderá apresentar-se como legítimo, porque compatível com a humanidade, se se tiver em conta, como dado adquirido, ter sido o Homem construído à semelhança da Divindade, ao passo que a soberba será a manifestação ridícula, arrogante, afectada de um orgulho ilegítimo.
Segundo Alceu Amoroso Lima – Jornal do Brasil, 1982 – “na soberba ocorre a auto-divinização do Homem. É ela fruto de todos os pecados, porque nega a existência deles, isto é, ao afirmar a superioridade do Homem sobre todas as coisas, contesta a existência de falhas humanas.

Comentário à obra

 Voo da Rainha é, na realidade, a crónica de uma paixão obsessiva que expõe diante dos nossos olhos a anatomia de um crime passional, uma vez que é contada pelo ponto de vista do criminoso que é, também, o narrador principal. Este narrador participante alterna, por vezes, com a aquele que é o seu duplo, ou a projecção da persona que escreve o romance que é, por sua vez, o inverso do seu anti-herói.

Mas o narrador participante é, no caso de O Voo da Rainha precisamente aquele com quem o leitor não se identifica por ser quem incarna a característica que se revela para o autor e para a maior parte da humanidade a mais odiosa: a soberba, que passa a ser o tema central do romance. Este narrador terá, então, o papel de conduzir o leitor ao longo de toda a intriga, “empurrando-o” para o desenlace final, face ao qual nos sentimos irremediavelmente atraídos, apesar de todos os indícios que pressagiam a tragédia.

Parte da trama lembra, de certa forma, no filme A Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock, a condizer com os gostos cinéfilos do Autor.

O tratamento e exploração do tipo de distorção da personalidade como a de Camargo, cuja soberba se manifesta numa atitude de cínica altivez e sentimento de superioridade relativamente aos restantes elementos da raça humana é apenas uma das dimensões que compõem a trama do romance. Na verdade, a história gira também, num plano mais pessoal, à volta da paixão obsessiva deste empresário dos media e do desejo de posse ou domínio do mesmo editor, por uma das suas colaboradoras. A forma como lida com essa pulsão serve, por si só, para caracterizar a forma abusiva como exerce o poder: Reina (Rainha, em castelhano) é um jovem em início de carreira, de origem humilde mas culta, que preza muito e a própria liberdade de acção e expressão, cultivando uma secreta sensualidade, denunciada por pequenos gestos, executados de forma quase automática, quando julga que não está a ser observada. Reina Remis ambiciona afirmar-se como jornalista e, posteriormente, como escritora e investigadora, dedicando-se a estudar enigmas e questões que envolvem ética, filosofia e religião. Profissionalmente, a sua atitude dominante é a de uma repórter intrépida, capaz de grandes golpes de audácia, envolvendo-se por vezes em situações de elevado risco, com o objectivo de conseguir uma boa reportagem.

EM contrapartida, o perseguidor Camargo mostra-se, ao longo da trama, como o predador que é, observando, na sombra, todos os movimentos da presa, registando hábitos, rotinas, origens sociais e familiares, ligações, história de vida, sem o conhecimento da jovem.

Na verdade, Camargo adopta este procedimento não em relação a Reina, mas também em relação à vida privada de todos aqueles com quem se relaciona, pessoal e profissionalmente, incluindo o percurso político dos respectivos familiares e ligações sentimentais, contando para tal com uma espécie de “polícia política secreta” dentro do jornal, peritos em informática, especialistas em invadir o correio electrónico pessoal dos funcionários visados por Camargo. Neste contexto, a devassa à vida de Reina Remis está longe de ser um caso isolado nos procedimentos de do seu chefe e ex-marido, mas antes um comportamento padrão de que se serve para exercer o poder, como se estivesse à frente de um Governo de um estado de regime autoritário.

Ao ler os emails pessoas dos seus colaboradores, Camargo afirma a dada altura: “Nenhum destes zângãos faz a mais pequena ideia de que, quando escreve, se revela”.

Os acontecimentos que se sucedem ao longo do romance, situam-se temporalmente no final da década de 1990 do século XX, altura em que à conjuntura económica desfavorável vivida na época, se juntava a corrupção generalizada da estrutura político-governamental, assente no tráfico de influências e que se traduzia em gigantescos desvios das verbas públicas para cofres privados.

Neste contexto, a extrema soberba da personagem principal, o editor Camargo acaba por ser a forma de demonstrar como se exerce o chamado “quarto poder” (Tofler) quando um país só dispõe de jornalismo associado a uma determinada facção política, a funcionar como extensão do partido que está no poder ou, pelo contrário como o seu concorrente directo, o que é neste caso, a posição de Camargo.

Em relação à vida privada, a mesma personagem, opta por um modelo comportamental que denuncia um estado de espírito a caminhar progressivamente para o caos: o interesse pela própria família esvai-se, centrando-se cada vez mais obsessivamente na figura de Reina, no sentido de seguir todos os movimentos daquela que lhe parece cada vez mais como a incarnação do espírito da abelha-mestra, a rainha que deseja voar até ao sol. Até se lhe queimarem as asas. À semelhança do sucedido a Ícaro.
A extrema soberba de Camargo acaba por se transfigurar de comportamento abusivo em atitude criminosa, levando-o a planear e executar, de forma insidiosa e fria, vários crimes contra a mema pessoa, com requintes de crueldade.

De facto a atitude de Camargo é explicada logo nas epígrafes que introduzem o romance:

O criminoso não cria a beleza: ele próprio é a beleza em estado puro, ou julga ser, seja qual for o tipo de beleza que pretende incarnar. A frase é de Jean-Paul Sartre e descreve com precisão o carácter de alguém extremamente narcisista, que só se admira a si mesmo.

A outra frase elucidativa vem apenar completar a primeira:

A soberba é por assim dizer, a abelha-rainha de todos os vícios e pecados”.

A partir do momento em que Remis se torna amante de Camargo, irá sofrer uma ascensão profissional vertiginosa e, ao mesmo tempo, deixar-se contaminar um pouco pela mesma soberba do chefe e amante. Até chegar a altura em que o relacionamento começa a degradar-se.

Já depois da ruptura, numa das devassas feitas ao apartamento de Remis, Camargo encontra uma inquietante notícia sobre o assassínio da jovem esposa (Sandra Gomide) de um empresário de uma editora brasileira (Pimenta Neves) e da forma escorregadia em como este consegue esgueirar-se por entre os meandros da lei e assim, escapar à prisão, trabalhando meticulosamente no sentido de destruir a reputação da vítima, para conseguir atenuantes. A táctica consistia em lançar a dúvida para manipular a opinião pública e os magistrados encarregues de julgar o caso, relativamente ao carácter e à estabilidade emocional da vítima.

O estilo de Martínez

Quando entramos na narrativa de O Voo da rainha deparamo-nos com o forte impacto do desconforto causado pela sensação de sermos confrontados com a admiração pela distinção que caracteriza a figura do narrador (Camargo) dono de uma evidentemente vasta cultura cinéfila e literária, denunciada pelas várias citações e referências que faz ao longo do discurso; d e uma inteligência e sagacidade, evidenciadas pela consciência lúcida face à situação económica que atravessa a Argentina, naquele momento da sua História. O único elemento discordante face a uma pessoa que tanto se distingue da média é o aparente desequilíbrio  que está patente na compulsividade com que observa uma jovem que está diante de um espelho no prédio em frente a despir-se. Aquela a quem o narrador a examina sem ser visto, com uma espécie de telescópio, protegido pela penumbra do quarto. A esta indiscrição Hitchcockiana, sucede-se uma série de factos que interligados, nos vão dando a percepção da dimensão monstruosa da personalidade de Camargo. Começamos por estranhar o facto de esta personagem se introduzir, de forma despropositada e por demais invasiva, na vida alheia e da jovem aparentemente uma desconhecida, muito antes de sabermos o teor da relação que esta mantém com o narrador.

Paralelamente à obsessão demonstrada por aquele estranho homem face a uma jovem notamos, paralelamente, uma estranha indiferença em relação à própria família: sobretudo o pouco caso que faz das duas filhas adolescentes, uma das quais doente oncológica em estado crítico. O detalhe da cena em que Camargo encontra, entre as coisas de Reina, o exemplar da revista onde vêm relatados os factos de um caso em tudo semelhante ao ocorrido no romance, com o título de “uma paixão Brasileira” é já um indício do desfecho da história, fazendo parte do" jogo de espelhos", utilizado por Tomás Eloy Martínez como recurso estilístico. Como já foi dito anteriormente Martínez via em Pimenta das Neves o seu simétrico: alguém que emparelhava consigo no tocante ao currículo profissional, mas diametralmente oposto no tocante à personalidade. A soberba de Pimenta das Neves é substituída em Martínez pela consciência crítica, que lhe serve de bitola para construir a personagem Camargo, produto da fusão de ambos. Apesar do requinte e postura cavalheiresca (como era característica do autor), Camargo age como Pimenta da Neves: como se fosse um semi-deus que tudo vê, tudo sabe e tudo pode, empenhado em demonstrar um profunda arrogância por todos à sua volta,   por considerar-se superior quer aos seus pares quer aos próprios colaboradores a quem chama de subordinados. Tanto a personagem real inspiradora como a ficcional se  destacam por serem figuras que utilizam próprio o poder para impedir a ex-companheira de encontrar trabalho, mediante o despeito a jovem ter posto um fim à relação. O desenvolvimento da trama ficcional tem um percurso ligeiramente diferente àquele que fez correr rios de tinta no Brasil, mas o resultado é estranhamente similar: o voo de Reina, a rainha, a abelha-mestra, é abruptamente interrompido após uma série de reveses inesperados.

A grande mais-valia deste romance de Martínez consiste numa habilidade invulgar para fundir realidade e ficção. O narrador principal entra frequentemente em diálogo consigo mesmo, ou melhor, com o seu duplo, do outro lado do espelho da alma. Nestes diálogos exploram-se reflexões sobre o crime, reportando-o a vários planos e dimensões numa tentativa de dissecar os fundamentos do Mal absoluto.

O primeiro indício de uma mente criminosa, onde o Eu se vê como algo de sublime ao praticar u crime, está patente logo na pág 46 desta edição da ASA quando, numa das suas divagações Camargo medita: Todo o criminoso é um poeta que escreve um crime. Sendo que aqui o verbo “escrever” é na verdade um eufemismo que significa realmente “planear” ou “arquitectar”, “Esquematizar”: os passos que constituem a preparação para o acto final. Este Ego vê-se a si esmo como um poeta mas somente para dar uma conotação de sublime ao acto que pratica e que é socialmente inaceitável, aquilo a que em psicologia se chama de “sublimação". Só desta forma se consegue entender e reconstituir o pensamento do criminoso.

A escrita impecável, sem melodramas nem qualquer apelo ao sentimentalismo ao leitor deste livro reveste-se de importância máxima na tomada de consciência de algumas das mais graves maleitas sociais dos nossos dias, pelo que a sua leitura se torna urgente e inequivocamente recomendável.


Cláudia de Sousa Dias
03-06-2011/ 23-01-2012

8 Comments:

Blogger Baudolino said...

Fica-se curioso. Eu começo a ficar como o bibliotecário de The Man Without Qualities (Der Mann ohne Eigenschaften), quando confrontado com o facto de não conhecer os livros da biblioteca...
Há dias em que apetece abarcar essa totalidade da escrita, que parece tanto, embora o Steiner diga que o escrito é apenas uma ilha no oceano da oralidade...Tudo uma questão de escala e de não 'bloquear'...
abraço

4:37 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Também ainda não li nada de Musil...!


csd

8:41 PM  
Blogger Baudolino said...

Mas tu já leste.................. Farias o bibliotecário questionar-se seriamente, Cláudia.

10:10 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Não...Apenas li autores que leram o Musil! Claudio Magris e Roberto Bolaño, para ser mais precisa...


Mas não é a mesma coisa...

:-D


CSd

12:55 AM  
Blogger Maria said...

A minha mãe leu o livro e gostou muito. Quis emprestar-me mas este tipo de romance, apesar da qualidade, não é para mim.


beijinhos ^-^

5:05 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Eu, por acaso, não sou muito, mas li por curiosidade. Depois apaixonei-me pela história de Sandra Gomide...


csd

12:53 AM  
Blogger M. said...

Mirre e e morra a soberba!!! Mais uma excelente obra de uma colecção ímpar, esta da Asa, de que tenho vários exemplares. Esplêndida a tua crítica!
Beijinhos,
Madalena

12:20 PM  
Blogger Claudia Sousa Dias said...

Beijo grande amiga. Sim, ias sem dúvida gostar deste. Beijos para ti e para os teus lindos gatos.

4:03 PM  

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